Um Don Juan, por favor!






Sempre que acaba o carnaval, fico perdida. Lá estão os mais belos moços, não nos blocos, ou talvez em casa, de ressaca. Estão nas suas camas levantando ou pedindo “só mais 5 minutos”, ou talvez nas suas redes lendo um romance, quem sabe um jornal. E sempre fico com a pergunta na minha cabeça “porque não estou lá? Será que meu destino realmente é olhar todos melados de farinha, e rir dos bêbados?”. Quem sabe, meu destino é encontrar alguém como eu, rindo e sendo mexida pelos ombros para dançar, no meio de todas aquelas fantasias. Quem sabe meu destino, passou pelo meu lado e eu estava ocupada tentando não ser pisada, enquanto misturava todas aquelas emoções de agonia e alegria ao mesmo tempo. Vai  ver que você me encontrou, e eu te ignorei. Quem sabe você pisou no meu pé, e eu te falei mal. Quem vai saber? Carnaval tem dessas coisas, você pode perder o seu futuro, mas quem liga? Você só para pra pensar quando chega aquele dia, que está todo mundo se arrumando pra sair, ou quando você está na estrada. Dá vontade de voltar, e falar um “tudo bem, não doeu, qual o seu nome?” Ou talvez, olhar de rosto em rosto e tentar achar o seu Dom Juan.

                                                                                                                                          

                                                                                                                                      Astronauta

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