E se tentarmos viver?









E se tentarmos viver?

É, eu e você, fazer a mochila e sumir. Eu te mostro por onde passei, os monstros que enfrentei e de quais eu me escondi. Tu me mostras por onde andou e onde perdeu os cacos do coração remendado que tentou recompor. Te mostro novas cores, novos mundos e sabores. Tu me fala sobre história, sobre o passado, a arte, sobre você;  te conto sobre mim, te digo o que aprendi e como sobrevivi nesse mundo inconstante, as almas que conheci e as histórias de suas covas. Eu não fui bom na escola, não virei o ano sem cola ou tirei dez em provas, mas eu sei da vida, de chegadas e partidas, também conheço despedidas.

Posso te levar pra passear pela vida, juro que pago um sorvete. Seguro tua mão se tiver medo do que enxergar, paramos pra descansar, podemos também dançar antes da chuva cessar, só pra ter o que contar quando perguntarem se foi bom. Prometo que não vou fumar se tu jurar não dizer que não é boa o bastante pra esse peito errante que eu guardei pra você. Não implico com tuas músicas ou tuas séries, teu nome, tua voz, tuas pernas, teus sonhos, teus desejos absurdos ou teu medo de errar.

Pode ser um amor de verão, ser paixão, transa, sarro, momento, amasso, beijo, lágrimas , pudor, amor; pode ser na tua cama, na minha, no chão, na praia, na rua, pode ser minha, eu deixo, eu mordo mas eu não mato, eu mastigo mas não maltrato uma moça bonita assim. Posso ser gentil ou grosseiro, como a moça preferir. Só não posso viver por aqui, sem te conhecer ou pensando o que poderíamos viver, enquanto olho pela janela os carros correndo, com a velocidade do tempo que não podemos perder.

Pode ser um beijo, o que você ainda me deve, demorado e de leve, pra eu poder imaginar no instante em que acontece, uma nova forma de te amar; dois beijos, ou três, o que puder me dar; só não me dê as costas de novo ou olhe com o olhar de quem quer ficar, mas está indo, de quem quer voltar mas está partindo por medo de algo que não entendo. Pode ser? Que mal há?

Só não me deixa viver, viver ou morrer sem saber do teu gosto, não proporcione o desgosto de não saber como é provar de uma mulher que me atrai sem esforço, que me fisgou, me pôs no bolso como as moedas de troco do seu café da manhã. Não olhe assim, como se pudesse ficar, como se pudesse amar alguém tão igual a você; sabemos que não seremos mais que bons amigos com um toque de paixão pra diferenciar...


Não sabemos de nada.


                                                                                                                       Luanna Souza, 1º ano B

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