Em um mundo cercado de
burocracias, esteriótipos e preconceitos, enlouqueço ao pensar que não há como
me livrar de tudo, simplesmente sumir, esperar todos adormecerem e me
teletransportar para outro mundo. Um mundo claro e vazio onde todas as coisas,
aquelas que eu temo, simplesmente sumissem, assim como o fogo de uma vela
quando se apaga. Não ter mais a sensação de que as coisas estão fora de
controle; não precisar voltar no tempo ou ir para o futuro, afinal, eu não
vivia mais aquele presente; de fato não dar importância para o que pensam de
mim, coisa, a qual que me deixava tão aflita naquele mundo em que vivia. Isso
pode parecer um tanto dramático, mas é assim que me sinto, e apenas nesse mundo
paralelo eu poderia ser eu mesma, a verdadeira dramática que sou.
Maria Eduarda, Conselho Editorial

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