It's really, the fault in our stars....não era essa a minha intenção:
assistir a esse filme. Eu iria simplesmente deixar minhas filhas na sala
de cinema e ver qualquer outra coisa. Mas, não havia outras opções e
resolvi assisti-lo. O que vi? Dezenas de adolescentes em um clima de
expectativa, ansiosos por se defrontarem com aquelas cenas talvez já
lidas, sofreguidão própria da idade. Algo me dizia que nada diferente de
outras ficções do mesmo estilo. As cenas vieram, a ansiedade dos
jovens, enfim, diminui...e tudo se mostra assim: não era apenas mais um
filme água com açúcar, não era outra ideia temporariamente contida em
uma trilha sonora.
A nossa singela humanidade estava sendo questionada,
quando saímos do geral e entramos no específico mundo de alguém sobre
quem nunca pensamos, ou sobre algo do qual sempre nos esgueiramos. Nunca
sofremos por ninguém, nenhum outro que não esteja em nosso âmbito
pessoal, porque ousamos na maioria das vezes pensar apenas no limite de
nossas vidas. Não somos invencíveis e os nossos sonhos cabem no tempo
dos nossos risos e choros...mais que isso, nosso drama é sério e
dizível, pode ser gritado como paralelo a todos, sem os estigmas das
histórias perfeitas, sem os pseudos valores burgueses, somos
simplesmente humanos. Assim, assisti a tudo, refleti, busquei ideias
justificáveis (como bom pesquisador de literatura), aceitei a proposta
do diferente. As nossas estrelas cabem em lugares improváveis,
impensáveis...elas carregam a ausência dos nossos sonhos e revelam as
esperanças do nosso coração.
Aguinaldo Nas
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